A diglosia aínda existe nas persoas máis novas

Nesta ocasión, a través dos pensamentos e vivencias de Estefanía Lema, estudante de doutoramento, podemos analizar como a diglosia aínda existe entre a xente máis nova. Xa non estamos a falar de persoas que viviron o medo e a represión na época franquista da posguerra.

Fani é dunha familia galegofalante, pero tamén utiliza o castelán en moitas situacións. En maio do 2010, no campus de Vigo, presenciaba unha conversa entre as novas e novos estudantes que afirmaban que o galego soamente o falan os “catetos del pueblo”. Indignada, non podía dar crédito ao que escoitaban os seus oídos.

Porén, a moeda ten unha dobre cara. Agora non se nos prohíbe falar o galego, mais o discurso de “facer os traballos de investigación en castelán para poder ter máis difusión” segue callando nas mentes d@s estudantes do noso país. O castelán segue manténdose como lingua de prestixio, tanto na educación como na investigación.

Esta entrada foi publicada en A memoria da lingua, Documentais. Ligazón permanente.

Unha resposta a A diglosia aínda existe nas persoas máis novas

  1. Miro di:

    Cara Estefania,

    Não sei se che poder¡a servir a minha experiência. Eu escrevim a minha tese de doutoramento, intitulada “Funcionalização remota na síntese de análogos da Vitamina D”, em galego internacional. Foi apresentada em Abril de 2003 na Universidade de Santiago de Compostela. No tribunal havia um galego, um galês e outros três professores doutros lugares do Estado. Para facilitar a compreensão, incluim umha tradução na íntegra da tese como anexo em castelhano e também um amplo resumo em inglês. Se fosse hoje, teria feito a tradução unicamente para o inglês e não para o castelhano.

    Os não-galegos parabenizaram-me polo solução multilingue escolhida, sendo apenas os galegos a pôr alguns problemas e/ou reparos.

    Na verdade a língua na que escrevas a tese é relativamente irrelevante a efeitos de difusão, pois o 99% das teses ficam esquecidas nas bibliotecas universitárias. Se alguém tiver interesse em publicá-la, vai haver que modificá-la, assim que tanto faz. Porém, se empregas um galego escrito com umhas grafias mais internacionais e etimológicas terás acesso potencial a mais de dous centos milhões de leitores, sem renunciar à tua língua.

    Relativamente às publicações, nas ciências experimentais ou naturais a única língua relevante é o inglês. Fora disso, tanto faz que escrevas em castelhano como em islandês, o índice de impacto vai ser ínfimo em qualquer caso. O trabalho da minha tese de doutoramento deu lugar, por enquanto, a duas publicações, ambas as duas publicadas em inglês em jornais internacionais. Se calhar nas ciências humanas a situação é ainda ligeiramente distinta, e existem ainda revistas em francês com certo prestígio. Depois, claro está, no campo das filologias pode haver revistas locais mais ou menos relevantes. Mas esse não semelha ser o teu eido, nem é o meu.

    Em resumo, o inglês é hoje a língua franca internacional e a única língua relevante nas ciências. O castelhano, como o resto das línguas, ocupa um lugar marginal na investigação científica. Se, mália tudo, preferes empregar a tua língua para redigir a tua tese de doutoramento, lembra que com um esforço mínimo da tua parte, a nossa língua dá-che acesso a centos de milhões de pessoas espalhadas polo mundo inteiro.

    Abraço,

    Miro

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